Olá, pessoal! Vamos continuar nossa conversa sobre os métodos de avaliação da qualidade do pescado? (:
Métodos microbiológicos
Testes microbiológicos possuem limitações como opção de controle
de qualidade do pescado, que se referem ao tempo, já que os resultados ficam
disponíveis vários dias após o teste, e às dificuldades relacionadas a
amostragem, métodos analíticos e uso de micro-organismos indicadores. No Brasil, a Resolução RDC n. 12/2001 da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define os padrões
microbiológicos para alimentos expostos a venda e exportação.

No pescado, a qualidade sanitária da água de onde os animais são
retirados constitui o ponto-chave para a obtenção de um produto final de boa
qualidade microbiológica. Germano e Germano afirmam que o pescado pode ser
veiculador de uma gama enorme de micro-organismos patogênicos para o homem, a
maior parte deles decorrente da contaminação ambiental. O lançamento de esgotos
nas águas de reservatórios, lagos e rios e no próprio mar é a causa poluidora
mais comum registrada no mundo inteiro. No caso particular da pesca marítima, a
captura em águas costeiras oferece mais riscos do que a realizada em alto-mar.
Além da água, os
micro-organismos podem ser adquiridos nas várias etapas do processamento, como
o descasque, a descamação, a evisceração e o empanamento.
Métodos
sensoriais

O pescado fresco próprio para consumo deverá apresentar as
seguintes características sensoriais:
- Superfície do corpo limpa, com relativo
brilho metálico;
- Olhos transparentes, brilhantes e salientes,
ocupando completamente as órbitas;
- Guelras róseas ou vermelhas, úmidas e
brilhantes, com odor natural, próprio e suave;
- Ventre roliço, não deixando impressão
duradoura à pressão dos dedos;
- Escamas brilhantes, bem aderentes à pele, e
nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados. Não devem
ser viscosas.
- Carne firme, consistência elástica, de cor
própria da espécie;
- Vísceras íntegras, perfeitamente
diferenciadas;
- Ânus fechado;
- Cheiros específicos, lembrando o das plantas
marinhas.
Obrigada pela atenção, leitores! Até a próxima! (:
Referências: SOARES, Karoline Mikaelle de Paiva; GONÇALVES, Alex Augusto. Qualidade e segurança do pescado. Revista do Instituto Adolfo Lutz (Impresso), v. 71, n. 1, p. 1-10, 2012.